sexta-feira, 4 de maio de 2012

Minha


Sempre há corpos.
Nus em minha mente, eles se entrelaçam.
Sempre há desejo,
Fantasias e perdições em cada rosto que espero.
O frio me pega sempre de surpresa, o calor chega devagar,
Na madrugada não há mais chance.
Sou minha.
Minha e de todos que procurei, todos que desejei o dia todo.
Mil faces, mil corpos cabem em mim, em minha sede.
Os labios se apertam em cada estimulo visual que procuro, em cada curva,
Nas linguas, nos ombros.
Minhas maçãs se enrubescem
Labios umidos, macios.
Olhar fixo, perdido, concentrado na imaginação.
Te dispo sem pressa, temos todo o meu tempo...
Há tempo pra te morder, te lamber, te beijar.
Há tempo pra olhares, pernas e sorrisos.
Há sua risada e minha contorção.
Meus seios arrepiados.
As pernas sozinhas não param mais cruzadas.
Minha mão com firmeza aperta minha cobiça.
meus dedos procuram você.
Minha mente procura todas as cenas explicitas que me foram apresentadas.
Nomes, sujeitos.
Me sujeito a todos,
Me entrego em qualquer lugar.
Uma mão passeando pelo corpo,
Pelas almofadas,
Por outros corpos,
Por dentro de mim.
Já me perdi em mim ou em tantos.
As cores me veem aos olhos,
Como se houvesse neblina e fogo sinto me estremecer
Minha sede, meu liquido, meu gozo.
Antes de um novo dia clarear, passei por tantos corpos que só caberiam em mim.


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Prove-me.

Pele macia à meia luz...
As costas nuas no lençol branco,
Omoplatas marcadas.
Meus desejos não se saciam com os olhos,
Toco.
Com a leveza de suas palavras.
Meus dedos percorrem seus arrepios.
Delicio-me com sua pele,
Meus lábios brincam em sua nuca,
Seus sentidos crispam quando meus dedos passam por suas pernas.
Minha fome do seu fruto, do seu corpo, de você, só aumenta enquanto te petisco.
Seus olhos enormes me olham com misto de surpresa e vontade.
Toque-me.
Sua inocência passa devagar pelo meu corpo, deslizando, como se não soubesse o que fazer.
Você sabe.
Deseja isso tanto quanto eu.
Você mostra o quanto quer ao me beijar,
Diferente de antes, agora seus beijos tem pressa,
Parecem querer matar a fome de todos os miseráveis.
Tenha calma criança, essa noite durará por mil dias.
Desço devagar pelo seu corpo,
Fazendo pausas longas
Aproveitando-me de cada centímetro,
Seus seios pequenos me dominam o olhar.
Tens tom rosa escuro
Um corpo tão delicado...
Um cheiro tão suave...
Com delicadeza os tomo pra mim...
São meus, junto com o seu corpo morno.
Sinto seus prazeres a cada mordida nova,
A cada passeio de línguas.
Seu ventre  se contrai quando o toco,
Mordiscadas em suas coxas e em sua barriga
Te fazem puxar meus cabelos demonstrando agrado...
Música lenta me leva pro seu ritmo,
Finalmente seu intimo...
Te olhando daqui,
De um jeito que ninguém viu,
Te desejo,
Me aproveito.
Você se solta,
Relaxa,
Me prende,
Estremece.
Me agarra, me beija.
Se beija.
Em cima de mim,
Você menina,
Me olha mulher.
Resolve controlar a situação,
Mal sabe que a controla desde o começo...
De pequena passa para enorme e me detém,
Me imobiliza,
Caminha por minhas fantasias
Como se fossem brincadeiras de criança...
Se diverte a cada espasmo,
A cada arrepio de pele.
E me provoca com sorrisos de menina.
Um toque tão macio.
Acostumada com tons vermelho sangue,
Com cheiros primitivos,
Seu azul da Prússia me traz outros prazeres.
Algo mais macio,
Sensitivo,
Notas florais e orientais.
Chega ao meu gozo de forma inaudita.
Seus lábios no meus lábios enfim!
É a hora da dança.
Um tango burlesco talvez,
Nada de pausas,
Nada de hesitação,
Agora há um link mais cítrico,
Um estado crítico,
Um misto  de sentidos, de imagens,
De prazeres ainda não conhecidos, mas desejados a muito.
Delírio constante,
Auge da intensidade,
Uma pausa mutua.
Um beijo e um novo dia.